A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social pediu, hoje, em Genebra, na Suíça, aos Estados-Membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a unir esforços para a construção de um mercado de trabalho mais resiliente, moderno, inclusivo e capaz de responder aos desafios do século XXI.

Teresa Rodrigues Dias fez este apelo durante a 114ª Conferência Internacional do Trabalho, que decorre desde domingo até sexta-feira, onde estiveram mais de 5.000 participantes, entre 187 Estados-Membros, além dos delegados governamentais, empregadores e trabalhadores, assim como organizações internacionais, sociedade civil e convidados.

A ministra considera que o trabalho actualmente se impõe que seja inclusivo, justo e centrado na dignidade humana, pois a tecnologia deve servir as pessoas e não o contrário.

Teresa Rodrigues Dias destacou que a República de Angola participa na Conferência Internacional do Trabalho com o objectivo de enaltecer o diálogo social, onde se constroem consensos e se definem caminhos para um futuro do trabalho mais justo, inclusivo e sustentável.

A OIT, referiu, tem desempenhado um papel fundamental na promoção do trabalho decente, a nível global, através da sua Agenda do Trabalho Digno.

O trabalho decente na economia de plataformas que vem impulsionando a inovação tecnológica, revelou, abre oportunidades relevantes para os jovens no mercado de trabalho, estimula o empreendorismo e a promoção da flexibilidade no ambiente laboral.

Em Angola, disse, a Economia de Plataforma continua a ganhar força, sobretudo, nas áreas de transporte e mobilidade, entregas e comércio digital. Este crescimento é impulsionado pelo aumento do acesso à Internet, popularização dos smartphones e pela crescente utilização de soluções financeiras digitais, que estão a mudar a forma como empresas e consumidores interagem no dia-a-dia. Como exemplo, a ministra citou o sector do Comércio Electrónico e Fintech.

Por essa razão, referiu, assinou-se o Memorando de Entendimento em Governação Digital e Modernização Administrativa com a Estónia.

“Reconhecemos que estamos perante uma transformação profunda do mundo do trabalho, que exige respostas inovadoras, equilibradas e centradas na protecção dos trabalhadores, sem comprometer a dinâmica económica, pois muitos trabalhadores de
plataformas, enfrentam situações de precariedade, ausência de protecção social e limitações no exercício dos seus direitos laborais”, considerou.

Em relação as Políticas de Igualdade de Género em Angola, Teresa Rodrigues Dias sublinhou que assentam na Constituição da República e por isso, foi criada a Política Nacional para a Igualdade e Equidade de Género, com o objectivo de garantir a melhoria nesse domínio, onde destacou o Observatório de Género de Angola, criado em Dezembro de 2024, para monitorar os dados quantitativos e qualitativos.

A governante afirmou que o Governo de Angola reconhece a importância do Diálogo Social Tripartido, sendo que a Constituição da República, consagra a iberdade sindical, o direito à negociação colectiva e o papel dos parceiros sociais.

O Conselho Nacional de Concertação Social, reconheceu é o principal fórum tripartido nacional que reúne o Governo, as Centrais Sindicais e as Associações Patronais, com o objectivo de discutir temas atinentes à Legislação Laboral, Segurança Social, Formação Profissional e Políticas de Emprego.