O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), lançou, ontem em Luanda o Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens em Angola (Jovem Mais), que vai beneficiar 500 mil jovens, de todo o país, a partir deste mês até o ano de 2030.
O programa garante aos jovens várias oportunidades de emprego, melhoria de projectos e das suas condições de vida, através de um financiamento do Banco Mundial, estimado em 250 milhões de dólares.
O Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens em Angola, denominado, Jovem Mais, foi lançado, pela Ministra do APTSS e contou com a presença do diretor de Gabinete de Quadros do Presidente da República, Edson Barreto, secretários de Estado e outros membros do Executivo.
De acordo com a ministra Teresa Rodrigues Dias, o projecto serve para melhorar o acesso, dar oportunidades de emprego e de rendimentos aos cidadãos, por meio de componentes específicas, que atendem diversas iniciativas, conforme as necessidades de cada região.
O programa, destacou, vai ser implementado no período de 2026 a 2030, foi materializado por via da Agenda Nacional de Dezembro, que prevê a diversificação das acções de acesso ao emprego e sobretudo elevar a participação dos cidadãos na criação do próprio emprego e aumentar a incidência das olíticas activas do mercado de trabalho.
A governante esclareceu que o projecto Jovem Mais faz parte de uma coordenação política e estratégica, coordenada pelo MAPTSS com a participação dos Ministérios do Planeamento, Finanças, Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Juventude e Desporto.
A ministra reconhece que a juventude angolana representa a maior força demográfica do país, sendo uma geração cheia de energia, criatividade, ambição e vontade de contribuir para o desenvolvimento, que enfrenta desafios significativos, relacionados com o acesso ao emprego, qualificação profissional e oportunidades económicas.
Teresa Rodrigues Dias explicou que o projecto, serve precisamente, para responder a estes desafios, que o Executivo, liderado pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, que visa compreender o contexto do desemprego.
Os estudos realizados para implementação deste projecto, disse, identificaram restrições do lado da oferta e da procura de trabalho falta de incentivos às empresas no processo de inserção dos jovens recém -formados no mercado de trabalho, desajustes de competências técnicas e comportamentais necessárias para o trabalho, baixa produtividade, que passou a promover empregos verdes, empreendedorismo e
fomentar a inovação.
O estudo previu, ainda, baixa qualidade nos empregos existentes, dficuldades enfrentadas por mulheres na inserção no mercado de trabalho, comparativamente ao gênero masculino.
O referido estudo foi relevante e identificou desafios importantes que afectam a juventude, dentre eles, a necessidade de uma estratégia multissetorial de criação de emprego, aumento da produtividade, reforço e intensidade das políticas activas de emprego e maior investimento no Capital Humano jovem.
Por esta razão, referiu a ministra, foi a partir dessas recomendações que surgiu esta grande iniciativa nacional, estando igualmente, alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 e com a Agenda Nacional de Emprego, reforçando a visão do Executivo para a diversificação económica, desenvolvimento do Capital Humano e a promoção do emprego produtivo.
O objetivo principal, revelou, é melhorar o acesso dos jovens angolanos, com oportunidades de rendimento, emprego digno e empreendedorismo sustentável.
“Estamos perante a um dos maiores investimentos, alguma vez realizados em Angola, especificamente, direcionados para a promoção da empregabilidade juvenil, que vai beneficiar mais de 500 mil Jovens em todo o território nacional”, afirmou a ministra.
Dentre os beneficiários, esclareceu, pelo menos 40 por cento, serão destinados a mulheres e 6 por cento a pessoas portadores de deficiência, reflectindo o compromisso do Governo com a inclusão social, igualdade de oportunidades e a redução das desigualdades económicas e sociais.
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