Mais de três mil jovens que procuram emprego estão pré-seleccionados no Fórum de Formação, Desenvolvimento e Empregabilidade, que reúne mais de 50 empresas, no Hotel Epic Sana, em Luanda, de 14 a 17 de Maio, realizado pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), numa parceria entre o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) e a empresa Elite RecruitmentGroup.
O encontro faz parte da agenda do Capital Humano Angola 2026 e foi aberto hoje, pela ministra do MAPTSS, Teresa Rodrigues Dias, que no seu discurso destacou o momento importante, pelo facto de Angola ser um país constituído maioritariamente por jovens, segundo o Censo de 2024, onde cerca de 62 por cento têm menos de 25 anos, sendo uma realidade que não pode ser ignorada.
A abertura do fórum contou com as presenças do secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, secretário de Estado para a Administração Pública, Domingos Filipe, director-geral do INEFOP, Manuel Mbangui e o CEO da Elite Recruitment Group, Miguel Vieira, assim como representantes do sector empresarial e os jovens candidatos.
Teresa Rodrigues Dias realçou que o Executivo vê este evento alinhado com as políticas e programas estruturantes implementadas pelo INEFOP, com vista a promover a empregabilidade nos vários domínios e a integrar as diversas plataformas e serviços de intermediação de mão-de-obra existentes.
A ministra destacou ser importante a oportunidade do dividendo demográfico, para que se invista de forma estruturada e persistente nas pessoas, assim como criar condições para que a juventude trabalhe, se forme e progrida.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de 2025, referiu, são retratos honestos dessa dualidade, tendo em conta que a taxa de desemprego está situada em 28,3 por cento, com demonstração de uma ligeira queda de 4 por cento, relactivamente ao ano de 2020, que apresentava uma taxa de 32,3 por cento.
Um dado real que importa destacar, realçou, é a percentagem acentuada dos jovens entre os 18 e os 24 anos que não trabalham, não estudam e não frequentam nenhuma formação, a estes, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e os Institutos de Estatística, designam de Geração NEET (Not Employment, Education orTrainning), consideradas como pessoas que depois de terminarem os cursos ficam em casa e nem disseminam os seus currículos, sem qualquer motivação para a empregabilidade.
Este cenário, sublinhou, é considerado grave porque afectamuitas gerações e remete aos Governos a encontrar soluções para ultrapassar esta realidade, tal como em outros países, Angola também se predispôs a este estudo, que passa pelo acesso à qualificação, auto-emprego e ao empreendedorismo, seguindo rigorosamente as políticas do Executivo.
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