O ministro de Estado informou, hoje, no Namibe, que mais de 80 por cento do comércio mundial é realizado por via marítima, pelo facto dos oceanos continuarem a ser um dos principais pilares da economia global, que movimentam mercadorias e sustentam cadeias de valor, que ligam continentes, mercados e comunidades.
Em muitos países, disse, a economia marítima afirmou-se como um poderoso catalisador de crescimento, inovação e criação de emprego.
Angola, referiu, com cerca de 1.650 quilómetros quadrados de costa atlântica, com portos comerciais importantes e um vasto potencial pesqueiro, energético e logístico, tem as condições necessárias para seguir essa trajectória.
José de Lima Massano revelou que foi neste sentido que o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, reafirmou, recentemente, a determinação de Angola em reduzir a dependência do petróleo e construir uma economia assente em sectores com elevado efeito multiplicador, capazes de gerar emprego, criar riqueza, valorizar as comunidades locais e reforçar a projecção internacional do país.
Por esta razão, sustentou, o sector marítimo enquadra-se plenamente nesta visão estratégica, sendo que os resultados económicos mais recentes demonstram que Angola está no caminho certo.
“O sector marítimo tem registado uma evolução positiva, se considerarmos a modernização das infra-estruturas portuárias, aumento do volume de carga transacionada ou pelo crescimento da actividade de pesca no país. Não basta explorar os recursos do mar, é necessário transformar esse potencial em indústria, inovação e conhecimento”, alertou.
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