De acordo com Teresa Rodrigues Dias, Angola não deve limitar-se a consumir tecnologia produzida noutros países, devendo também investir na investigação e na criação de soluções destinadas aos seus próprios problemas.

A inovação, explicou, não deve ser vista apenas como a criação de grandes empresas tecnológicas, podendo, igualmente, traduzir-se na procura de soluções mais acessíveis para o tratamento de água, na melhoria da produtividade agrícola ou na criação de aplicações que facilitem o acesso aos serviços públicos.

No domínio da empregabilidade, a ministra destacou a existência de instrumentos como a Agenda Nacional para o Emprego (AGEMPREGO), o Fundo Nacional para o Emprego (FUNEA) e o Observatório Nacional do Emprego (ONE).

Segundo os dados apresentados durante a cerimónia, o FUNEA já desembolsou cerca de 12,9 mil milhões de kwanzas, financiando projectos estratégicos, incluindo o JOBE Angola, que conta com mais de 92 mil beneficiários.

Teresa Rodrigues Dias destacou, igualmente, a importância dos estágios profissionais como mecanismo de aproximação entre os recém-formados e o mercado de trabalho.

Os estágios profissionais, referiu, passaram a contar com uma componente remuneratória, através do pagamento mensal de subsídios de Bolsa de Estágio Profissional pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), mediante ao processamento por via bancária.

A ministra destacou que o estágio profissional deve deixar de ser encarado como uma simples formalidade curricular e passar a constituir uma oportunidade para o jovem aprender, desenvolver competências, trabalhar em equipa e assumir responsabilidades.

Teresa Rodrigues Dias defendeu, ainda, uma maior articulação entre o Estado, universidades e o sector produtivo, com objectivo de criar melhores condições para transformar a formação em emprego e o conhecimento em desenvolvimento.