A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias defendeu a necessidade de aproximar, cada vez mais, a formação superior as reais do mercado de trabalho, para que os jovens terminem os seus cursos com competências capazes de responder aos desafios da economia e da sociedade.
A posição foi manifestada durante a Oração de Sapiência, proferida na cerimónia de outorga de diplomas da Universidade Óscar Ribas, onde a governante abordou os desafios do Ensino Superior, formação profissional e da empregabilidade em Angola.
Para Teresa Rodrigues Dias, a expansão do Ensino Superior, registada nas últimas décadas, permitiu o aumento do acesso de cidadãos às universidades, assim como o número de instituições e cursos, sendo que o desafio actual passa pela consolidação da qualidade, preparação de profissionais capazes de responder às necessidades do país.
“Não basta termos mais Instituições, elas precisam ser melhoradas, assim como não basta termos mais estudantes, sem estarem melhor preparados”, sublinhou.
A ministra considerou que os licenciados, pós-graduados, mestres e doutores devem estar preparados para responder às necessidades reais do mercado de trabalho, para isso, é necessário ter uma academia mais moderna, centrada no pensamento crítico, humanista e na resolução de problemas concretos.
Segundo a governante, a questão central já não deve ser apenas colocar mais jovens nas universidades, mas perceber se aquilo que aprendem é socialmente relevante, tendo em conta as competências que desenvolvem e que problemas são capazes de resolver.
A ministra apontou a participação do sector produtivo na definição da oferta formativa como um dos caminhos para garantir que os cursos respondam às qualificações de que as empresas efectivamente necessitam.
Entre as áreas que considerou estratégicas para a diversificação económica, mencionou a Indústria, Agricultura, Tecnologias Digitais, Construção, Energia e Águas, Mineração, Logística, Turismo e Saúde.
A governante associou esta necessidade à transformação do mercado de trabalho provocada pelo desenvolvimento das tecnologias digitais, Inteligência Artificial, automação, biotecnologia, energias renováveis e agricultura inteligente.
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